Este blog destina-se a falar sobre música, livros, dicas culturais e minha visão sobre o cotidiano nesta Cidade Maravilhosa. O espaço está aberto a todos que curtem um bom papo. Será como um encontro para um chá com amigos, uma boa roda de Choro ou de Samba, um passeio pelas ladeiras de Santa Teresa e arredores. Sempre em boa companhia com muita alegria e vontade de viver! Sejam todos bem-vindos! A Dama da Lapa
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domingo, 29 de janeiro de 2017
Para quem não é ruim da cabeça e nem doente do pé!
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016
BRANKA CANTA CLARA
Imperdível!
Uma homenagem com voz e personalidade!
Dificilmente se vê uma cantora cantando Clara Nunes sem tentar imitá-la ou portando perfeitas condições de interpretar seus sucessos, seja pelo timbre ou pela afinação.
Karyme Branka surge sem a pretensão de substituir o ícone Clara Nunes e surpreende com sua autenticidade e com a afinação de quem pode representar Clara num palco.
Recomendo!
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
segunda-feira, 25 de julho de 2016
domingo, 24 de julho de 2016
E POR FALAR EM SAMBA...
Ao ver a postagem no Facebook pela amiga Marília Trindade Barbosa, me vieram as lembranças que resultaram neste post do meu blog.
É sempre bom lembrar da importância de Bucy Moreira, porque isso me remete a Carlos de Souza - meu pai.
Muito amigos e parceiros , Carlos de Souza e Bucy Moreira fizeram muitos sambas juntos assim como foram parceiros constantes Raul Marques e Arnô Canegal.
Paga ou não paga - Carlos de Souza - Bucy Moreira e Arnô Canegal - Citada aqui nesse depoimento. ( Lamentavelmente o nome de meu pai foi esquecido pelo amigo); Festa na Roça, gravada por Carmen Costa... Mau costume (outra parceria) , Falso Batuqueiro - gravada por Jorge Veiga, O Pai Miguel (parceria também não citada neste depoimento) aqui chamada de O Velho Macumbeiro e com a letra e melodia alteradas. Diferente da gravação original, gravada por Patrício Teixeira...
Perfeitamente (Carlos de Souza- Bucy e Arnô Canegal) gravada por Nelson Gonçalves... Entre outras dezenas de composições.
A amizade entre eles era tão intensa que até a minha certidão de nascimento tem como testemunha o Seu Bucy (era assim que chamávamos em casa) e essa amizade durou até o fim da vida do Bucy Moreira.
Lembro que papai comprou o jazigo da família no Jardim da Saudade quando soubemos que minha mãe estava com câncer de mama e a qualquer momento a perderíamos. E ela realmente partiu naquele mesmo ano em 04 de outubro de 1982.
Papai com todo aquele espírito altruísta( qualidade rara hoje em dia e pelo que vejo, desde sempre) tratou de relacionar os nomes dos familiares e entre eles o Bucy Moreira que era considerado um irmão.
Bucy Moreira foi quem inaugurou o jazigo e ainda está por lá, visto que exumação não foi possível pois até 1987 ele permanecia intacto!
Tamanha a força da raça e do espírito desse grande compositor.
Papai juntou-se a ele e mamãe somente no ano 2000.
Nascido em 13 de agosto de 1916, estaremos agora comemorando seu centenário.
Bem que eu tentei pedir a alguns amigos regravassem informalmente, apenas a título de registro, alguns sucessos gravados à época por Linda Batista, Dircinha, Blecaute, Jorge Veiga, Patrício Teixeira como Pai Miguel (esta perfeita na voz de um grande intérprete da já não tão nova geração rs) , mas o tempo é tão ingrato e as pessoas tão ocupadas que estamos próximos ao dia e nada aconteceu.
Eu que costumava dizer que às vezes é melhor ter amigos do que ter dinheiro... Já ando repensando um pouco mais essa questão.
Carlos de Souza teve grandes parcerias e era um bom letrista, pois, apesar de pouco estudo, era uma pessoa extremamente inteligente e bem informada.
Atento a tudo! Duas das suas parcerias com Wilson Baptista, inéditas e descobertas por Rodrigo Alzuguir, que me presenteou com a surpresa de ouvir a gravação de "Não me Pise o Calo" com Mart'nália e anos mais tarde, "O filho de Laurindo", apresentada no musical maravilhoso "A Cuíca do Laurindo" esse ano.
As lembranças são tão boas e o sentimento de gratidão por ter tido a oportunidade de conviver com essas pessoas quando estavam no auge da maturidade.
É bom lembrar da sala lá de casa ( Rua Riachuelo, 252 - Aptº - 601 - Telefone: 226732 ! Sim! Lembro de tudo!!!)...
Todos sentados à mesa a cantar e batucar pela noite a dentro.
Ali eu pude ver Ataulpho Alves, Synval Silva, Raul Marques, Blecaute, Bucy e outros bambas comendo um feijão com arroz com pescadinha frita da Dona Neném (minha mãe) bebericando e criando.
Eram noites memoráveis e eu acordada atenta a tudo!
Nasci em 1960 e ainda tive bastante tempo de beber nessa fonte inesgotável de talentos e tenho lembranças desde os meus 5 anos, tempo em que envergonhadíssima, sentava embaixo da mesa para cantar "Diz que fui por aí" - Zé Keti - Gravada por Nara Leão . Diante de tantos talentos... Só mesmo escondida pra cantar rs.
Ao mesmo tempo eu era alimentada musicalmente pela vitrola lá de casa que era usada o tempo todo por meu irmão Carlos Silva e Souza - O Caçula 7 Cordas - ouvindo Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Francisco Alves, Sílvio Caldas, Dalva de Oliveira, Linda Batista, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Isaurinha Garcia, Nora Ney, Orlando Silveira, Regional do Canhoto, Benedicto Lacerda, Luíz Americano, Abel Ferreira...
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| Meu aniversário 1975. Nesta foto Ari do Pandeiro, Caçula, Seu Caiana, Synval Silva, um amigo que não recordo, meu pai Carlos Souza, Seu Bucy Moreira e outro amigo que não me recordo. |
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| Caçula, Cesar Moreno e esposa, Sylval Silva e de costas Ari do Pandeiro. (Ah! o bebezinho João Carlos meu sobrinho) |
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| O artista plástico Fernando Vieira, o compositor Sinval Silva e Aglaise S. Souza. |
E aí vieram os amigos do Caçula: Os irmãos Valter e Valdir, Cidinho Sete Cordas, Siqueira, Índio do Cavaquinho, Élcio Brenha, Ary do Pandeiro, Claudionor Cruz, Darly do Pandeiro, Déo Rian, Josias Nunes, Ronaldo do Bandolim, Joel Nascimento, Zé da Velha, Manoel da Conceição, Paulinho da Aba, Ney Silva, Zé Trambique...
E depois vieram os meus contemporâneos: Silvério Pontes, Wanderson Martins, Afonso Machado, Pedro Amorim, Fred da Flauta, Maurício Verde...
E fui aprendendo a ouvir música, imaginar arranjos, colocar violinos numa gravação sem violinos rs ... Reconhecer modulações...
Ah! como era bom!
Não me tornei cantora, nem musicista, mas ganhei um ouvido absolutamente educado para só aceitar o que é puro e autêntico.
E depois a nova geração: Nina Wirtti, Rafael Mallmith, Ronaldo Gonçalves, Pedro Cantalice, Anderson Balbueno, Luis Barcelos, Aquiles Moraes, Everson Moraes, Julião Pinheiro, João Camarero, Pê Jota, Bidu... esta lista é muito grande! Perdoem os não citados! Mas essa turma está substituindo à altura os nossos grandes mestres e é isso que nos conforta e dá esperanças.
E é por essas e outras que hoje, venho através da Rádio Viva o Samba, militando pela manutenção da boa música através do trabalho que faço com meu marido Luiz Carlos Correa que criou o site também por ter uma história familiar bem parecida com a minha. Filho de Jair do Pandeiro e sobrinho de Paulinho da Aba... Vila Isabel no DNA! Mas isso já é outra história!
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Sylval Silva
Local:Rio de Janeiro
Jacarepagua, Rio de Janeiro - RJ, Brasil
sexta-feira, 10 de junho de 2016
RIOS QUE NAVEGO - CD de Fernando Leitzke
Um CD para quem sabe ouvir, sentir e viajar nas melodias vindas de corações de artistas virtuosos e materializadas pelas mãos do pianista Fernando Leitzke.
Depois de longa ausência aqui neste blog, finalmente um motivo pra voltar e ter o prazer de apresentar e recomendar o CD "Rios que Navego" do jovem gaúcho Fernando Leitzke.
Conheci Fernando Leitzke na Roda de Choro do Adelos Bar e depois pude apreciar o seu trabalho junto com Ronaldo do Bandolim.
Desde então, venho ao longo dos últimos anos observando o tamanho talento desse jovem compositor e arranjador.
Recebi o CD "Rios que Navego" numa tarde de sábado na Rua do Ouvidor e ao ouvir fiquei ainda mais encantada com tanta sensibilidade, técnica e pureza musical.
Pude ainda desfrutar de seu talento numa manhã de domingo em duo com a nossa querida amiga Lúcia Helena Weiss no Centro de Referência da Música Carioca. Uma manhã de luz!
Mas vamos ao CD "Rios que navego".
Gostei tanto que me presenteei na manhã do meu aniversário com uma das faixas que mais aprecio.(Ouvi repetidas vezes), tomei café da manhã ouvindo e continuo ouvindo como faço agora, nessa tarde fria de outono no Rio de Janeiro.
Como amante incondicional de boleros, ao ouvir "Melodia del Rio" de Rúben González, que tem uma participação especialíssima do talentoso Aquiles Moraes, fui inspirada a escrever um pouco e já adianto aqui que pedirei licença aos ouvintes de nossa Web Rádio Viva o Samba (Que toca Samba e Choro 24 horas).
A partir de hoje também executarei essas pérolas que pertencem a esse CD, assim como outros gêneros que tenho aqui e que acho que tenho por dever divulgar para as pessoas de bom gosto que nos acompanham.
A música tão divinamente executada me levou aos bons tempos dos salões de dança, onde ainda se dançava intuitivamente e os casais numa perfeita integração deixavam seus corpos e pés executarem o que a música mandava... Coisas de um passado não muito distante, mas que ficou pra traz.
E o CD começa num ritmo quente de um samba de autoria de Fernando, passa por Tom Jobim, Ruben Rada, Vinícius , Pixinguinha, Billy Blanco e homenageia os grandes maestros Cristóvão Bastos e Radamés Gnatalli em Choros autorais.
E para não deixar nada de lado Fernando ainda apresenta o Camdombe "Sargento Borracho" e a Valsa "Pequena Folha", dedicada a Amanda Fehn, onde Fernando é acompanhado de dois violinos (Ricardo Amado e Gustavo Menezes), uma viola (Cecília Mendes) e um Violoncelo (Hugo Pilger) Um primor!
Não bastasse tudo isso, o artista está cercado de refinados músicos como Rui Alvim, Eduardo Neves, Marcelo Müller, Daniel Bacci, Fabrício Reis, Antônio Neves, Edgar Araújo, Gustavo Krebs, João Camarero, Bidu Campeche, Magno Julio, Oscar Bolão, Marcus Thadeu, Gabriel Menezes e o onipresente, todo poderoso e querido Guto Wirtti.
Ouvir esse CD é algo assim como lavar a alma e esquecer por alguns minutos de toda essa situação vergonhosa que o Brasil se encontra e reforçar em cada um de nós a certeza de que a nossa CULTURA está muito bem representada por grandes músicos e que essa nova geração nos dá a garantia de que nem tudo está perdido.
Então queridos amigos, reforço aqui o convite para que adquiram esse maravilhoso CD Rios que Navego e ouçam aqui na Web Rádio Viva o Samba todos os dias em nossa programação.
E a você Fernando Leitzke, só me resta dizer: Parabéns e muito obrigada!
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
CRAVOTERAPIA
Para o corpo e para a alma.
Dia 11 de Novembro eu estava numa sala cirúrgica, no dia seguinte saí de lá com recomendação de repouso e cuidados especiais quanto à esforço físico.
Então tá né? Vamos esperar 45 dias pra sair de casa nos ônibus, trens, metrôs e barcas que costumamos usar pra chegarmos às nossas rodas de Samba, Choro, Teatros, Saraus, etc, etc...
Eis que de repente, entre tantos convites tentadores porém distantes, vejo através do perfil dos amigos Sergio Polica e Sylvia Bastos que haveria um concerto de cravo aqui pertinho de casa... E aí veio a tentação!
Um concerto de cravo na Igreja de Nossa Senhora do Desterro com o Maestro Roberto de Regina em comemoração aos 412 anos do bairro Campo Grande.
Não posso dizer que decidi muito rapidamente... Mas ficou aquela vontade irresistível de fazer arte também rs...
Sem esforço físico... Hummm ok!
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| Minha cúmplice Aglaer Souza Cruz |
Mas pegar um taxi e pedir pra ir devagarinho até a igreja não seria nada demais! Me juntei ao meus cúmplices de todas as horas Luiz Correa e de minha irmã, comadre e madrinha Aglaer e parti pra minha sessão de CRAVOTERAPIA.
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| Maestro Roberto de Regina |
E ao meio dia do dia 18/11/2015 (passados exatos 7 dias) pude entrar em comunhão com Deus através da arte do magnífico maestro Roberto de Regina ao executar sem partitura desde Bach até Domênico Scarlatti , autor de mais de 500 composições para cravo.
Foi uma alegria imensa ver a igreja lotada e saber que em meu novo bairro existe um movimento cultural e pessoas como a senhora Malu Ravagnani , preocupadas em divulgar e preservar a cultura dessa Cidade Bairro que é Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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| Malu Ravagnani e Eu |
Não posso me alongar como de costume, pois ao retornar a realidade, devo obedecer à recomendação de repouso, mas posso dizer com muita alegria que minha recuperação ganhou muitos bons fluidos ao poder participar de tão sublime momento.
E recomendo!
Façam CRAVOTERAPIA...
É muito bom para o corpo e para a alma.
Obs: O Maestro Roberto de Regina se apresenta na Capela Magdalena aqui em Campo Grande, onde eu ainda não tive a oportunidade de asssitir, mas digo que será uma das minhas primeiras visitas de 2016.
Contatos com a Capela Magdalena:(21)2410-7183
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
ROGER RESENDE DIAS 27 E 28 DE OUTUBRO NO MANGUE SECO - 19:00 HORAS
Roger Resende no Mangue Seco...Cedinho pra você começar bem a sua noite.
Um pouquinho de Roger Resende só pra conferir!
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
A HISTÓRIA ATRAVÉS DA MÚSICA NO CENTRO CULTURA DA JUSTIÇA FEDERAL - RIO DE JANEIRO
Rio , Histórias do Além Mar
Estreia amanhã, dia 23 de outubro de 2015 às 19:00 horas
Fonte: Jornal do Brasil
"As aulas de História saem das escolas para o palco do Centro Cultural Justiça Federal em um espetáculo teatral que une música e dramaturgia. O musical 'Rio, histórias além do mar' é o novo “espetáulaco” (espetáculo e aula) que o Grupo 'História Através da Música' apresentará a partir de 23 de outubro. A temporada faz parte das comemorações oficiais dos 450 anos do Rio de Janeiro.
“O espetáculo deste ano nasceu em 2014, quando apresentamos 'Rio, Um Mar de Histórias'. Mas tanta coisa ficou de fora, que tínhamos canções e causos para montar muitos outros espetáculos. Dessa forma, resolvemos dar continuidade às comemorações dos 450 anos da fundação da cidade e apresentamos uma cidade que transcende a cultura da praia e das belezas naturais. Mergulhamos neste universo “de civilizações encruzilhadas”, do carioca trabalhador, do malandro, do subúrbio, do morro e do asfalto”, afirma Romney Lima, professor de História e cavaquinista. "
O personagem Crioulo Doido (interpretado por Gustavo Arthiddoro), que há 5 anos vem sendo o cicerone do trabalho, é o símbolo do carioca de espírito alegre que redime a população de todo descaso sofrido ao longo de séculos. Essa capacidade de fazer troça (gozar) da própria desgraça, questionar e criticar pelo humor, como fazem a maioria dos compositores escolhidos para o repertório apresentado.
“As senhoras e os senhores sentirão falta de muitas canções, sem dúvida. Uns vão perguntar por que não incluímos “Valsa de Uma Cidade”, de Antonio Maria, outros gostariam de ter ouvido “Aquele Abraço”, do (Gilberto) Gil, ou “Samba do Avião” do Tom (Jobim). Mas nosso critério de escolha foi mostrar o Rio de Janeiro pelo olhar de quem está à margem e sofre essas mazelas diariamente, os moradores dos subúrbios e das favelas, os nordestinos… Todos representados não apenas nas letras das canções, mas muitas vezes nas histórias de vida dos próprios compositores”, explica o diretor do espetáculo, Claudio Mendes.
A sinopse do espetáculo
O grupo musical se reúne na casa do Crioulo Doido, contemplando a fantástica vista da laje do seu barraco no alto do Morro do Livramento, no Centro – cenário de tantas histórias e personagens, “o barraco mais alto”, como ele gosta de sempre lembrar. É como ele diz, jurando por tudo que há de mais sagrado, que Zé Keti roubou suas palavras pra botar na letra da canção: “Aqui eu não pago aluguel! Se eu morrer amanhã, seu doutor, já estou pertinho do céu”. O espetáculo segue com composições que celebram o Rio de Janeiro, mostrando um olhar mais carioca e menos cartão postal.
Músicas:
1 - Yaô (Pixinguinha/Gastão Vianna)
2 - Favela (Padeirinho/Jorge Peçanha)
3 - Praça Onze (Herivelton Martins/Grande Otelo)
4 - A voz do morro (Geraldo Pereira/Moreira da Silva)
5 - Carta a Maceió (Gordurinha)
6 - Meu bom Juiz (Beto Sem Braço e Serginho Meriti)
7 - Nomes de favelas (Paulo César Pinheiro)
8 - Partido da Clementina (Candeia)
9 - Camelô (Mingo Silva/Anderson Baiaco/Orlando Magrinho)
10 - E o juiz apitou (Wilson Batista/Antonio Almeida)
11 - Piston de Gafieira (Billy Blanco)
12 - De frente pro crime (João Bosco/Aldir Blanc)
13 - Cidade Lagoa (Cícero Nunes/Sebastião Fonseca)
14 - Feitiço da Vila (Noel Rosa)
15 - Copacabana (Braguinha/Alberto Ribeiro)
16 - A Lapa (Benedito Lacerda/Herivelton Martins)
17 - Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Paulo César Pinheiro/Aldir Blanc)
Grupo História Através da Música
O projeto História Através da Música, nascido em 2001 no Rio de Janeiro, é fruto de encontros, reflexões e debates entre professores de História que têm a Música Popular Brasileira – especialmente o samba e o choro – como objetos de estudo e pesquisa. A proposta desenvolvida inicialmente pelos professores Romney Lima (cavaquinho) e André Mendes (violão 7 cordas), foi ensinar História do Brasil aos seus alunos, tendo a música como principal ferramenta didática e motivadora de aprendizagem. Entretanto, ao longo dos anos, essa proposta cresceu, transformando-se em um projeto educativo-cultural, que conta atualmente com nove integrantes, pois aos dois primeiros juntaram-se os músicos Valdir Ribeiro (percussão), Pedro Castro (percussão), Denis Lopes (bandolim) e Gilberto Vieira (violão), o ator Gustavo Arthiddoro (Crioulo Doido), o iluminador Alberto Timbó e o diretor Claudio Mendes.
Dessa forma, o 'História Através da Música' ampliou os limites das salas de aula, conquistando outros espaços de educação, cultura e lazer, transformando-se numa verdadeira aula-espetáculo que tem a História do Brasil como tema. O trabalho do grupo preza pela teatralidade, com a inclusão de literatura, poesia e até artes plásticas na construção dos espetáculos. É essa mistura que faz os 80 minutos do encontro serem muito proveitosos: o grupo toca sambas e choros que seguem uma determinada linha temática dentro da História do Brasil. Essas obras são amplamente debatidas com o público de forma lúdica e prazerosa, incitando reflexões que vão desde o tema abordado pelas músicas até a historicidade das composições a partir das suas relações com os autores e com o momento em que foram criadas.
O projeto trabalha com linhas temáticas e já criou espetáculos como, 'República – Era de Heróis', 'O Rádio nas Ondas de História', 'Chorando Histórias!' e 'De Colônia a Brasil – histórias que contam História' além daqueles especiais para datas comemorativas como 'Almirante – Era de Ouro da Rádio Nacional', na ocasião dos 100 anos do radialista Almirante e que abriu o VII Simpósio Internacional de Contadores de História no SESC Copacabana e 'Monteiro Lobato – Brasil Apaixonado', em comemoração ao centenário do autor em 2008.
Mais informações: www.historiaatravesdamusica.wordpress.com
Ficha técnica
Claudio Mendes - Roteiro e Direção
Gustavo Arthiddoro, como Crioulo Doido
André Mendes - violão 7 cordas e arranjos
Romney Lima - cavaquinho e pesquisa histórica
Gilberto Vieira - Violão 7 cordas, flauta e arranjos
Denis Lopes - Bandolim e arranjos
Pedro Castro e Valdir Ribeiro - percussão
Coordenação de Produção - Alana Mendonça
Produção Executiva - André Dinis
Serviço: 'Rio, histórias além do mar', com o Grupo 'História Através da Música'
Data: 23 de outubro a 20 de dezembro, de sexta a domingo, as 19h (exceto dia 6 de novembro)
Local: Centro Cultural Justiça Federal - Avenida Rio Branco, 241 - Centro
Preço dos ingressos R$ 30 (R$ 15, a meia)
Classificação etária: livre
Mais nformações: (21) 3261-2550
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