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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A HISTÓRIA ATRAVÉS DA MÚSICA NO CENTRO CULTURA DA JUSTIÇA FEDERAL - RIO DE JANEIRO


Rio , Histórias do Além Mar

Estreia amanhã, dia 23 de outubro de 2015 às 19:00 horas




Fonte: Jornal do Brasil

"As aulas de História saem das escolas para o palco do Centro Cultural Justiça Federal em um espetáculo teatral que une música e dramaturgia. O musical 'Rio, histórias além do mar' é o novo “espetáulaco” (espetáculo e aula) que o Grupo 'História Através da Música' apresentará a partir de 23 de outubro. A temporada faz parte das comemorações oficiais dos 450 anos do Rio de Janeiro.

“O espetáculo deste ano nasceu em 2014, quando apresentamos 'Rio, Um Mar de Histórias'. Mas tanta coisa ficou de fora, que tínhamos canções e causos para montar muitos outros espetáculos. Dessa forma, resolvemos dar continuidade às comemorações dos 450 anos da fundação da cidade e apresentamos uma cidade que transcende a cultura da praia e das belezas naturais. Mergulhamos neste universo “de civilizações encruzilhadas”, do carioca trabalhador, do malandro, do subúrbio, do morro e do asfalto”, afirma Romney Lima, professor de História e cavaquinista. "



O personagem Crioulo Doido (interpretado por Gustavo Arthiddoro), que há 5 anos vem sendo o cicerone do trabalho, é o símbolo do carioca de espírito alegre que redime a população de todo descaso sofrido ao longo de séculos. Essa capacidade de fazer troça (gozar) da própria desgraça, questionar e criticar pelo humor, como fazem a maioria dos compositores escolhidos para o repertório apresentado.

“As senhoras e os senhores sentirão falta de muitas canções, sem dúvida. Uns vão perguntar por que não incluímos “Valsa de Uma Cidade”, de Antonio Maria, outros gostariam de ter ouvido “Aquele Abraço”, do (Gilberto) Gil, ou “Samba do Avião” do Tom (Jobim). Mas nosso critério de escolha foi mostrar o Rio de Janeiro pelo olhar de quem está à margem e sofre essas mazelas diariamente, os moradores dos subúrbios e das favelas, os nordestinos… Todos representados não apenas nas letras das canções, mas muitas vezes nas histórias de vida dos próprios compositores”, explica o diretor do espetáculo, Claudio Mendes.

A sinopse do espetáculo

O grupo musical se reúne na casa do Crioulo Doido, contemplando a fantástica vista da laje do seu barraco no alto do Morro do Livramento, no Centro – cenário de tantas histórias e personagens, “o barraco mais alto”, como ele gosta de sempre lembrar. É como ele diz, jurando por tudo que há de mais sagrado, que Zé Keti roubou suas palavras pra botar na letra da canção: “Aqui eu não pago aluguel! Se eu morrer amanhã, seu doutor, já estou pertinho do céu”. O espetáculo segue com composições que celebram o Rio de Janeiro, mostrando um olhar mais carioca e menos cartão postal.

Músicas:

1 - Yaô (Pixinguinha/Gastão Vianna)

2 - Favela (Padeirinho/Jorge Peçanha)

3 - Praça Onze (Herivelton Martins/Grande Otelo)

4 - A voz do morro (Geraldo Pereira/Moreira da Silva)

5 - Carta a Maceió (Gordurinha)

6 -  Meu bom Juiz (Beto Sem Braço e Serginho Meriti)

7 - Nomes de favelas (Paulo César Pinheiro)

8 - Partido da Clementina (Candeia)

9 - Camelô (Mingo Silva/Anderson Baiaco/Orlando Magrinho)

10 - E o juiz apitou (Wilson Batista/Antonio Almeida)

11 - Piston de Gafieira (Billy Blanco)

12 - De frente pro crime (João Bosco/Aldir Blanc)

13 - Cidade Lagoa (Cícero Nunes/Sebastião Fonseca)

14 - Feitiço da Vila (Noel Rosa)

15 - Copacabana (Braguinha/Alberto Ribeiro)

16 - A Lapa (Benedito Lacerda/Herivelton Martins)

17 - Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Paulo César Pinheiro/Aldir Blanc)

Grupo História Através da Música

O projeto História Através da Música, nascido em 2001 no Rio de Janeiro, é fruto de encontros, reflexões e debates entre professores de História que têm a Música Popular Brasileira – especialmente o samba e o choro – como objetos de estudo e pesquisa. A proposta desenvolvida inicialmente pelos professores Romney Lima (cavaquinho) e André Mendes (violão 7 cordas), foi ensinar História do Brasil aos seus alunos, tendo a música como principal ferramenta didática e motivadora de aprendizagem. Entretanto, ao longo dos anos, essa proposta cresceu, transformando-se em um projeto educativo-cultural, que conta atualmente com nove integrantes, pois aos dois primeiros juntaram-se os músicos Valdir Ribeiro (percussão), Pedro Castro (percussão), Denis Lopes (bandolim) e Gilberto Vieira (violão), o ator Gustavo Arthiddoro (Crioulo Doido), o iluminador Alberto Timbó e o diretor Claudio Mendes.

Dessa forma, o 'História Através da Música' ampliou os limites das salas de aula, conquistando outros espaços de educação, cultura e lazer, transformando-se numa verdadeira aula-espetáculo que tem a História do Brasil como tema. O trabalho do grupo preza pela teatralidade, com a inclusão de literatura, poesia e até artes plásticas na construção dos espetáculos. É essa mistura que faz os 80 minutos do encontro serem muito proveitosos: o grupo toca sambas e choros que seguem uma determinada linha temática dentro da História do Brasil. Essas obras são amplamente debatidas com o público de forma lúdica e prazerosa, incitando reflexões que vão desde o tema abordado pelas músicas até a historicidade das composições a partir das suas relações com os autores e com o momento em que foram criadas.

O projeto trabalha com linhas temáticas e já criou espetáculos como, 'República – Era de Heróis', 'O Rádio nas Ondas de História', 'Chorando Histórias!' e 'De Colônia a Brasil – histórias que contam História' além daqueles especiais para datas comemorativas como 'Almirante – Era de Ouro da Rádio Nacional', na ocasião dos 100 anos do radialista Almirante e que abriu o VII Simpósio Internacional de Contadores de História no SESC Copacabana e 'Monteiro Lobato – Brasil Apaixonado', em comemoração ao centenário do autor em 2008.

Mais informações: www.historiaatravesdamusica.wordpress.com

Ficha técnica

Claudio Mendes - Roteiro e Direção

Gustavo Arthiddoro, como Crioulo Doido

André Mendes - violão 7 cordas e arranjos

Romney Lima - cavaquinho e pesquisa histórica

Gilberto Vieira - Violão 7 cordas, flauta e arranjos

Denis Lopes - Bandolim e arranjos

Pedro Castro e Valdir Ribeiro - percussão

Coordenação de Produção - Alana Mendonça

Produção Executiva - André Dinis

Serviço: 'Rio, histórias além do mar', com o Grupo 'História Através da Música'

Data: 23 de outubro a 20 de dezembro, de sexta a domingo, as 19h (exceto dia 6 de novembro)

Local: Centro Cultural Justiça Federal - Avenida Rio Branco, 241 - Centro

Preço dos ingressos R$ 30 (R$ 15, a meia)

Classificação etária: livre

Mais nformações: (21) 3261-2550


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Samba da Palma

Estreia do Samba da Palma, repertório com o melhor do samba de raiz. Viva o Samba!
Roda de samba, iniciativa do jovem Silvinho Batukada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

PROJETO MEU PONTO É QUALQUER UM

TALENTO EM DOSE DUPLA!

Lúcia Helena Lemme Weiss e Simone Franco interpretam Audir Blanc na Sala Julieta de Serpa



Foto: Paula Weiss



Um dos maiores poetas contemporâneos, de fala inconfundível. Aldir Blanc retrata, na intimidade,o cotidiano de quem vive no Rio de Janeiro. Aldir é arrojado, abusado, irreverente. Cronista da vida, escreve de maneira forte e se posiciona sobre o mundo, com ironia e humor, sem perder o romantismo. Escreve simples,quando despreza hipocrisias e zomba de convenções. Escreve complexo, quando se percebe a profundidade de suas palavras, suas metáforas e citações tão inusitadas. O poema de Aldir Blanc é vivo, pulsa, está na ponta da língua dos transeuntes anônimos, marcado em suas histórias mais íntimas. Ele conta pro mundo nossas fantasias ou confessa aquele segredo que toda gente quer esconder. Aldir Blanc é nosso, é um de nós, e por isso tudo o que se quer é cantá-lo. 



As cantoras Simone Franco e Lúcia Helena Lemme Weiss interpretam a carioquice de Aldir Blanc e parceiros sob a direção musical do baixista Magno Souza, e ao lado de Nelsinho Freitas (piano) e Nando Menezes (bateria), Levy Sutero (baixo-participação especial. O jazz, o samba, as canções e boleros se encontram para homenagear o Poeta.



Serviço: Quinta-feira: 29 de Outubro de 2015 às 20:00 Horas.
             
              Sala Julieta de Serpa : Praia do Flamengo, 340 - Rio de Janeiro-RJ


Comentário: Se você quer se emocionar com as vozes dessas talentosas cantoras, reserve logo em sua agenda, pois será um show imperdível e inesquecível.

Veja aqui um pouco do que vai rolar.




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PARTIDO ALTO - DOCUMENTÁRIO

Partido alto para quem curte e para quem precisa aprender.


Entre tantos trabalhos postados nas redes sociais, sempre procuro selecionar o que julgo imprescindível para quem gosta do mundo do samba verdadeiro e deseja aprender ou recordar.
Vejam esse documentário.


Diretor: Leon Hirszman
Elenco: Candeia, Manacéia, Paulinho da Viola


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ARACY SEM BABADOS NA ILHA DE PAQUETÁ



O Samba , a batucada e outras bossas.







Nesses tempos de vida corrida e uma avalanche de informações virtuais, redes sociais, convites, posts, eventos, é muito bom receber um convite de trabalho, aceitar esse convite e voltar pra casa com aquela sensação de que vale a pena acreditar e apostar nos projetos de pessoas que assim como nós da Rádio Viva o Samba, procuram preservar nossa cultura musical.


Acreditar nessas pessoas que bebem na fonte dos grandes nomes da nossa música e inspiram-se em suas criações e projetos.

Muitas vezes o que parece trabalhoso e quase impraticável é que nos traz a recompensa de poder estar entre pessoas que carregam aquele brilho no olhar e o coração cheio de esperança.

Como costumamos dizer, nem sempre o "valor" de um trabalho está no cachê recebido, mas sim na oportunidade de dividir  bons momentos com amigos e/ou fazer novos amigos e contatos.

A amiga e cantora Angélica Ventura nos convidou para um encontro na casa da produtora Ize Sanz na Ilha de Paquetá.

Saímos cedinho de Campo Grande, zona Oeste do Rio de Janeiro (que é uma "zona"). Pegamos ônibus, trem(lotado) perdemos a  barca das 11:30 h... Esperamos pacientemente pela das 13:00 h e enfim, chegamos ao nosso destino. Ufa!!! Foi trabalhoso!

Mas ao pisarmos na Ilha de Paquetá, tudo se transformou!

Caminhamos até o endereço da Ize e lá encontramos gente feliz!

O evento "ARACY SEM BABADOS" aconteceu movido pela vontade de ex-participantes do CENTRO POPULAR DE CULTURA ARACY DE ALMEIDA.

Em 19 de agosto a nossa Araca faria 101 anos e ali estavam pessoas sedentas por um bom papo e boa música.

Ainda se falou na exibição de um filme recém lançado sobre a cantora,  (preciso voltar para assistir) mas o sucesso do evento, a música, as comidinhas caprichosamente preparadas e o bom atendimento foram tão intensos que faltou tempo!

Quando a coisa é boa... O Tempo voa!

O pocket show da Angélica foi muito bacana e nos intervalos, ouvir Aracy de Almeida em gravações originais foi tudo de bom!

Isso sim é música para meus ouvidos!

E a vontade de ficar ali naquela ilha sem preocupação com o horário de volta para o continente aumentava mais e mais...

Mas eu não sabia o que estava por vir! rsrs

Eu e meu marido Luiz Carlos (Lucaco) caminhamos até a barca e, ao nos acomodarmos num cantinho perto da janela, vimos que chegava uma turma grande de um pessoal do subúrbio carioca, todos vestidos com camisas de São Jorge, cerveja na mão, sorriso franco e alegria estampada no rosto.

É!... O domingo foi dos bons!

E entre cabrochas e bons malandros... Logo alguém cantarolou um bom samba!

Um deles já incorporou o mestre sala mesmo sem música!

E foi aí que o Lucaco me olhou e perguntou:

"Vale a pena tocar o pandeiro?" rsrs

Eu prontamente apoiei e também peguei meu tamborim! 

E muito naturalmente o samba começou!

Em poucos minutos apareceu um músico com uma alfaia, tirando um som que nada ficou devendo a um surdo ou um tantã. Mérito do até então desconhecido por nós, produtor Cacau Amaral, de São Luis do Maranhão.

Ficamos os três ali tocando, quando de repente surge um cavaquinho, seguido de um afoxê...

Hummmm! tá ficando bom!!!

Mas ainda nos restava uma surpresa...

Com um largo sorriso e um pouco de timidez aparece o Eduardo(outro desconhecido) e seu trombone! Sim!!! Um trombone!

E a viagem de 1 hora e 10 minutos foi rápida!

Um samba puxava outro e a barca toda sambou e cantou!

Essa é a alegria de SER CARIOCA!

A barca atracou, o grupo se desfez... Cada um seguiu o seu caminho e pra nós restou a grata surpresa de conhecermos o grande Cacau Amaral ( que é ouvinte da Rádio Viva o Samba) , que nos presenteou com o CD Os Fuzileiros da Fuzarca, que em breve fará parte de nossa programação e a alegria de termos vivido momentos de muita descontração e alegria na volta para o continente.

Viva o Samba e viva o povo brasileiro! 

Não tenho um registro em vídeo ou fotos desse inusitado retorno, mas espero receber das irmãs Gracy Mary Moreira e Maria Olívia ( filhas de Bucy Moreira, que era grande amigo e parceiro de meu pai, o que nos dá a condição de primas de coração) que também estavam esbanjando alegria e samba no pé entre as cabrochas da barca Rio-Paquetá.


São nossas coisas... São coisas nossas!










quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dia de SAMBA, CHORO, POESIA E ALEGRIA!














E chegamos a etapa final!
Em nome da ética, da amizade e do respeito ao público que frequentou Choro No Camarim​ durante as dez edições, faremos hoje uma roda de Samba e Choro de encerramento de uma etapa que só gerou positividade e grandes ensinamentos.
Tivemos a presença de grandes artistas, grandes cantoras, poetas, músicos, amigos...
Ali se fizeram novas parcerias e novas amizades.
Isso nos dá a sensação de dever cumprido!
Pudemos nos despir de qualquer questão material e mergulhamos altruisticamente na produção do evento. Tudo em nome da cultura!

E hoje, como uma pura demonstração de que sempre vale a pena cultivar as boas amizades, a roda só vai acontecer porque conseguimos nos cercar de profissionais e amigos que sabem o que é lutar para não deixar o materialismo ou o egocentrismo dominarem as  ações genuinamente culturais.
A roda hoje será feita POR AMIGOS E PARA AMIGOS!

E os artistas que nos permitiram fazer acontecer esse belo encontro serão:
Gilson Verde​, Mauricio Verde​, Luiz Correa​, Paulo Marins, Josias Nunes​ e Binha Thomaz​ e Edgar Gordilho.
Na voz: Maytê Corrêa​ e Nelsinho Pereira​
A roda é acústica e as portas, especialmente hoje, estarão abertas para quem quiser chegar e conhecer o espaço e quem sabe um dia realizar ali seu evento!

Ah! Teremos também mais uma comemoração do aniversário do nosso amigo Andre Valadares​ que sempre esteve presente e pode constatar que em cada encontro que ele participou aconteceram momentos impagáveis.

Então amigos, convido a todos que ali estiveram e àqueles que não tiveram oportunidade de ir. Hoje é o dia!

Dia de SAMBA, CHORO, POESIA E ALEGRIA!

CAMARIM DO CHORO E OUTRAS ARTES: Rua Pedro I, número 7 - sala 903 - Praça Tiradentes - Rio de Janeiro.
INGRESSO: R$10,00

domingo, 26 de julho de 2015

CHORO NO CAMARIM



NOTA DE ESCLARECIMENTO 

Em meados de março deste ano, recebi um recado de uma amiga pedindo que eu desse algumas orientações a um artista da dança para que ele pudesse abrir um espaço voltado para o Choro, já que o mesmo não tinha o relacionamento necessário com músicos do gênero.
Essa amiga, que acompanha nosso trabalho na Rádio Viva o Samba, imediatamente lembrou-se de nós e intermediou o contato.
Muito nos surpreendeu ouvirmos do proprietário do espaço que ele estaria disposto a abrir a casa dele durante um dia da semana inteirinho para que artistas, músicos, produtores e público consumidor de cultura pudessem fazer dali um ponto de encontro.
O local poderia ser utilizado para aulas, ensaios, recitais, pocket-shows, lançamento de livros e CDs, workshops etc.
Tudo isso ainda com um diferencial! Para as rodas de Choro, toda a bilheteria seria repassada para os músicos e os demais eventos seria cobrada uma taxa a combinar com o organizador.
Seria isso um sonho?
Não era sonho! O artista da dança falava sério!
Mais que depressa eu e Luiz Carlos botamos a mão na massa!
Aproveitando a nossa rede de relacionamentos com artistas, fomos logo repassando a ideia e convidando o público alvo.
Fizemos plantão no Festival de Choro (tanto que perdemos muito daquele festival), o mesmo para o Festival de Choro na Gamboa!
Participando ativamente de reuniões e captando amigos que acreditassem no projeto, fizemos então a primeira edição do CHORO NO CAMARIM!!!
Convidado: Ronaldo do Bandolim! Quanta honra!
E assim fomos levando com esperança e fé cada edição COMO SE O EVENTO FOSSE NOSSO!
 A casa foi ganhando notoriedade e novos músicos surgiram, poetas se aproximaram e também fizeram dali um espaço especial para suas poesias, amigos cantores  e  cantoras sentiram-se à vontade  para entrarem na roda.
A cada edição uma surpresa!
Uma noite mais agradável que a outra!
QUEM PARTICIPOU PODE ATESTAR O QUE DIGO!
Porém faltou algo para que tudo desse certo...
PÚBLICO PAGANTE!
Ah! Faltou também tempo para os músicos que convidamos conhecerem o espaço e fazerem dali o local que o proprietário tão entusiasmado idealizava...
Eu e Luiz Carlos por não sabermos trabalhar pela metade e por também não sermos do tipo "mercenários", mergulhamos de cabeça no projeto, sem pedirmos nada em troca a não ser a esperança de vermos CASA CHEIA.
Para alguns "amigos" aqui dessa rede,pudemos perceber que nos tornamos até inconvenientes por enviarmos tantos convites para esse evento, por julgarmos ser um lugar ímpar nessa cidade! 
E finalmente chegamos a décima edição e pudemos ver que tudo ia bem em termos de artes, mas financeiramente para os músicos e para o dono da casa, nada se reverteu em lucro!
Faltou divulgação, faltou empenho, faltou comprometimento, faltou público pagante,  faltou o maldito DINHEIRO!!!
Fomos chamados pelo dono da casa (que tem seus JUSTOS MOTIVOS  PARA MUDAR AS REGRAS PREVIAMENTE ESTABELECIDAS) para que a partir de Agosto as regras fossem outras.
ENTÃO AMIGOS, DIANTE DESSAS NOVAS REGRAS, JULGAMOS NÃO MAIS NECESSÁRIA A NOSSA CONSULTORIA E ENCERRAREMOS NESSA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, DIA 30 DE JULHO, A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO CAMARIM DO CHORO.
O QUE GANHAMOS?
GANHAMOS MUITOS AMIGOS E REAFIRMAMOS A AMIZADE DE OUTROS TANTOS QUE ESTÃO JUNTOS NA NOSSA LUTA PELA VALORIZAÇÃO DA BOA MÚSICA, JÁ QUE PERMANECEMOS FIRMES NO PROPÓSITO DE CONTINUARMOS NA CONTRA-MÃO DESSE LIXO CULTURAL IMPOSTO PELAS GRANDES MÍDIAS; ONDE A IDIOTIZAÇÃO DO POVO É PRIORIDADE.
E MAIS UMA VEZ QUEREMOS DEIXAR BEM CLARO QUE NÃO SOMOS PRODUTORES DE EVENTO.
SOMOS APENAS DUAS PESSOAS (QUE NÃO SABEM GANHAR DINHEIRO) QUE AINDA ACREDITAM QUE VALE A PENA DARMOS A NOSSA CONTRIBUIÇÃO E AJUDARMOS NA MEDIDA DO POSSÍVEL, AQUELES QUE SE PROPÕEM A VALORIZAR A NOSSA CULTURA.
DESEJAMOS VIDA LONGA AO CAMARIM E QUE SURJAM MUITOS PRODUTORES E MÚSICOS INTERESSADOS NA ESTRUTURA EXCELENTE DA CASA, NA POSSIBILIDADE DE SE FAZER UM EVENTO EM LOCAL AGRADÁVEL E SEGURO, SENDO RECEBIDOS CARINHOSAMENTE POR SEUS ADMINISTRADORES.
BOA SEMANA A TODOS!

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